POLITICA em “O avesso das coisas” de Carlos Drummond de Andrade
Em política, 2 e 2 podem ser 4, mas não é obrigatório.
Os políticos enganam-se uns aos outros, persuadidos de que o fazem por amor à Pátria.
Por falta de opinião pessoal, o político invoca a opinião pública.
Para cada tipo de situação política há um discurso pronto, de que se trocam as vírgulas.
As figuras de arte egípcia servem de modelo a uns tantos políticos: nunca estão de frente.
Certos políticos aprendem como andar velozmente de cócoras.
Às vezes, nada mais distante de um conceito de política do que um político.
A ignorância, a cobiça e a má fé também elegem seus representantes políticos.
"No fundo de tudo há a aleluia." (Clarice Lispector)
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
CRIAÇÃO
“Pelo menos na minha experiência pessoal, há uma emoção grande e uma alegria no momento de escrever o poema. Uma vez feito, é como o ato amoroso. Você sente o orgasmo, sai a poluição e depois aquilo acabou. Fica a lembrança agradável, mas você não pode dizer que aquele orgasmo foi melhor do que o outro! O mecanismo não é o mesmo, a reação não é a mesma”.
Trecho da entrevista de Drummond no JB, pouco tempo antes da Morte
“É sempre no passado aquele orgasmo/ é sempre no presente aquele duplo/ é sempre no futuro aquele pânico/ É sempre no meu peito aquela garra/ É sempre no meu tédio aquele aceno/ É sempre no meu sono aquela guerra” (O enterrado vivo - trecho)
“Pelo menos na minha experiência pessoal, há uma emoção grande e uma alegria no momento de escrever o poema. Uma vez feito, é como o ato amoroso. Você sente o orgasmo, sai a poluição e depois aquilo acabou. Fica a lembrança agradável, mas você não pode dizer que aquele orgasmo foi melhor do que o outro! O mecanismo não é o mesmo, a reação não é a mesma”.
Trecho da entrevista de Drummond no JB, pouco tempo antes da Morte
“É sempre no passado aquele orgasmo/ é sempre no presente aquele duplo/ é sempre no futuro aquele pânico/ É sempre no meu peito aquela garra/ É sempre no meu tédio aquele aceno/ É sempre no meu sono aquela guerra” (O enterrado vivo - trecho)
domingo, 8 de agosto de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Parabéns,Fernando Pessoa!


Amigo Fernando:
Vou cantar-lhe os Parabéns a você /nesta data querida...
E soprar as 122 velas que assinalaram em 2010, a sua imortalidade.
Porque você merece, hem?
você fernando, você álvaro,você ricardo, você bernardo,
você homem de tantos nomes ( 72 apenas?),
você que quis ser o supra-Camões(?)e toda uma literatura,
você argonauta das sensações verdadeiras,
você para quem
NAVEGAR É PRECISO, VIVER NÃO É PRECISO,
você que quis ser poeta FINGE-DOR (?),
você, coração de ninguém,
você que se propôs ser indisciplinador de almas
e continua a indisciplinar as nossas...
Amelia Pais, Fernando Pessoa, O menino da sua mãe.
sábado, 12 de junho de 2010
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